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Fanquias em alta Região “exporta” marcas que fazem sucesso
São José do Rio Preto, 5 de junho de 2005
A região de Rio Preto tem sido divulgada em diferentes partes do país, como pólo franqueador. A expansão do segmento se deve a marcas já consolidadas como Estivanelli, Microlins e Hoken. No rastro destas grandes redes, novas franqueadoras começam a surgir , com processo formatado em dezembro de 2004 e hoje distribuída em dez localidades. Em maio deste ano, a Woga Produções, empresa com 20 anos de mercado em Rio Preto, também entrou na onda do franchising e abriu a primeira franquia da marca em Santa Fé do Sul. A meta é chegar a dez unidades até dezembro. Negociações estão em andamento com investidores de Iturama e Novo Horizonte, para abertura de duas unidades nestas cidades nos próximos meses.
Com filiais em Tóquio (1984) e em Roma (2000), a Woga Produções, que até então, difundia seu trabalho fora de Rio Preto somente no exterior por meio de parcerias com escritórios italiano e japonês num trabalho de inserção de seus modelos no mercado internacional da moda, agora se volta para ampliação da escola na região, em municípios situados em um raio de 250 quilômetros de Rio Preto. As informações partiram da empresária de moda, Valéria Di Cápua. “Decidi que era o momento de expandir os negócios depois de um estudo aprofundado de viabilidade e um investimento em torno de R$ 100 mil.” Ela disse que a sustentabilidade da empresa está atrelada a um sistema amplo de formação postural, com orientação de fisioterapeutas, ortopedistas e psicólogos. “O nosso forte são os adolescentes, mas temos alunos até da terceira idade. As pessoas chegam aqui para ser repaginadas e recebem um atendimento profissional. Não somos apenas uma escola para formar modelos, esse é nosso diferencial”, disse Valéria Di Cápua.
Foram 2,5 anos para viabilizar a idéia de tornar a academia rio-pretense Corpore em uma rede de franquias. Expandida com a nomenclatura Clínica A2, a aplicação do método Coaching 4.1 de condicionamento físico personalizado, atualmente funciona em unidades de Ribeirão Preto, Araraquara e Bauru. No decorrer deste semestre, o diretor comercial da academia Maurício Daud, professor de educação física formado pela Universidade de São Paulo (USP), espera montar mais seis academias nos municípios de São Carlos, Araçatuba, Rio Claro, Piracicaba, Votuporanga e Catanduva. Para fazer parte da franquia, cada empreendedor investirá entre R$ 200 mil e R$ 250 mil, e deverão ter retorno após 36 meses de atividades. Até o final de 2007, a meta é chegar a 30 unidades.
“Tenho mais de 20 anos de academia, trabalhei muito tempo com sistema de treinamento em grupo, há sete anos, meu sócio e eu percebemos que para obtenção de resultados específicos teríamos de oferecer atendimento individualizado. Dessa percepção que nasceu a Corpore”, disse Daud. A iniciativa deu certo e o método Coaching 4.1 já está patenteado. Segundo Daud a metodologia se diferencia por atender cada aluno por meio de um personal trainer, com aulas de exercícios físicos, orientação nutricional, eventos semanais e educação motivacional.
Franchising cresceu 20% no último ano
O sistema de franchising nacional cresceu 20% no último ano, isso colocou o Brasil em terceiro lugar no ranking mundial de países franqueadores, atrás apenas dos EUA e Japão. Na atualidade existem 950 empresas brasileiras que já franquiaram suas marcas, seus serviços, produtos e metodologia de trabalho, sendo mais de 50 mil pontos de vendas. O setor representa faturamento anual por volta de R$ 25 milhões. Os dados são do Instituto Nacional de Propriedade Industrial, Marcas e Patentes. Nélio de Castro Gomes, consultor empresarial com 30 anos de experiência no ramo e quatro deles dedicados à formatação de franqueadoras disse que o avanço do setor regional de franchising ocorre pela perspectiva do candidato a franqueador de expandir um negócio de forma rápida, com investimento inferior ao que seria consumido se o crescimento da empresa fosse feito através de filiais.
Outra via de sedução deste tipo de empreendimento na opinião do consultor é a viabilidade de pôr em prática o sonho de boa parte dos brasileiros de se tornar dono do próprio negócio. “Nossa natureza é de querer ser empresário, mas em contraponto não recebemos este tipo de educação em casa, nem na escola temos tal disciplina. Por isso, as estatísticas mostram que a microempresa morre prematuramente no Brasil, após quatro anos de abertura,” disse Gomes. No momento o consultor trabalha processos de franchising de empresas da região como Senses da área de estética, Riosoft do segmento de informática, restaurante de comida mexicana Lola. Ao fazer parte de uma rede de franquias, o investidor, mesmo que recém ingresso no mundo empresarial, deverá contar com suporte de uma marca com solidez. De acordo com Gomes na maior parte dos contratos a franquia recebe também treinamento de sua equipe prestado pelo franqueador, que se compromete em aplicar metodologias de venda e de trabalho padronizados.
“O franqueado vai entrar num negócio pronto, mas terá de manter o padrão. Quem vai à uma lanchonete Mc Donald’s, por exemplo, não quer saber quem é o dono da franquia, mas sim que irá receber o mesmo atendimento em Rio Preto e do outro lado do mundo.” Para evitar contratempos e problemas na relação franqueador e franquiado o consultor Paulo Roberto Lucas de Oliveira, disse que todas condições do negócio devem estar firmadas em contrato. “Montar uma franquia e fazer parte dela não é hobby. Por isso, os envolvidos têm de ter perfil empreendedor e capital de giro, senão o erro de um pode comprometer toda a rede.” Uma seleção apurada do interessado em integrar a franquia e acompanhamento sistemático por supervisores e auditores são estratégias para se evitar quebra futura de contrato.
No caso de um elo da cadeia desrespeitar as cláusulas contratuais, a lei de franquia empresarial 8.955/04, rege que o detentor da franquia poderá rescindir o contrato, principalmente se o franquiado sair por conta própria fora da filosofia de trabalho empregada pela franqueadora. Em alguns casos até o layout arquitetônico, margem salarial dos empregados e propagandas são padronizados pelo agente franqueador. A manutenção da sistemática de atendimento é fiscalizada por auditores ligados ao franqueador. Geralmente contratos são feitos num período inicial de cinco anos, sendo cabíveis renovações. Parte dos lucros de cada franquia são repassados ao proprietário da marca por meio de royalties.
McDonalds é um dos pioneiros
O franchising, na terminologia atual, surgiu após a Segunda Guerra Mundial. Porém, no século XIX, nos Estados Unidos, a Singer Sewing Machine Company já concedia o direito de comercialização de seus produtos a comerciantes independentes. Depois, já no século 20, a General Motors e a Coca Cola passaram a adotar o sistema de franquias. A finalidade da primeira era expandir sua rede de distribuidores. A Coca buscava o engarrafamento de seus produtos. A explosão do franchising ocorreu a partir dos anos 50, quando milhares de ex-comba-tentes que voltaram para os Estados Unidos realizaram o sonho de abrir seus próprios negócios. O fato histórico considerado responsável pelo crescimento do sistema foi o surgimento do McDonalds em 1954, hoje o maior franqueador do mundo.
Serviço:
- Central de Franquias & Bureau de Negócios
Fone (17) 8114 6369
- Cegente - Centro de Educação Corporativa. Treinamento sobre técnicas de negociação, de 13 a 16 de junho, sempre das 19 às 22 horas. Palestra com o especialista em franquias Francisco Alvarez (dono da franquia - Lacoste e ex-diretor da rede Paramount Indústria Têxtil), dia 18 de junho, das 9 às 12 horas. Fone (17) 3227 3188
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